quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Aventuras, Caminhadas...

As CAMINHADAS que sempre gostei de fazer, me proporcionaram os melhores momentos de reflexão, convívio com amigos, com a natureza e comigo mesma, além da oportunidade de conhecer belos lugares desse imenso país e sua gente.

Eu sempre gostei de caminhar, inclusive fazia isso normalmente, no Rio de Janeiro, visto que usava muito transportes públicos e me deslocava longas distancias, no próprio Méier, para ir e vir do trabalho, para compras etc.

Mas aqui, em Maputo, não existe transporte público acessível e mesmo confiável para se usar, e isso eu vim constatando ser, ao longo desses anos, um problema crônico de Africa, visto que a maioria dos países desse imenso continente, não apresenta um sistema de transporte publico que seja acessível a todos, na maioria das vezes é precário e se baseia nas conhecidas "carrinhas", "chapas", "minibuses" ou mesmo pequenos caminhões de carga que carregam mais "carga" de gente do que outra coisa. Assim, é muito comum ver gente caminhando longas distancias para o trabalho, logo ao nascer do dia, e retornando, ao fim do mesmo.

Aqueles que tem um pouco mais de recursos, procuram logo ter um carro, uma viatura que sirva de meio de locomoção e acostuma-se a andar "de carro" para cima e para baixo. E, esse hábito não ajuda em nada à saúde, favorecendo o sedentarismo e alguns outros problemas de saúde. Daí que as caminhadas, são sempre incentivadas nas campanhas de saúde - faz bem para a saúde, combate a tensão alta, ao Diabete, etc etc. E resulta, visto ver o grande número de pessoas que caminham pela cidade, desde cedo, a partir das 4:30hs da manhã, pelas ruas principais dessa metrópole.

Eu comecei a cultivar esse hábito, aqui em Maputo, durante o período em que as meninas ainda estudavam na Escola Portuguesa (EPM), nas instalações da FACIM, ou seja em 1992. Eu percorria o perímetro da FACIM e as avenidas circunvizinhas, em longas caminhadas pela manhã cedo, depois que as deixava na escola, sempre acompanhada dos cães, Esadof e Penny Lane.

E, desde então, me habituei às caminhadas matinais, que além de manter minha saúde, me proporcionam momentos de muita paz e mesmo meditação :) Hoje em dia, as faço acompanhada da Ventania, durante a semana, e aos fins de semana, ganho companhias eventuais, como Relma e Catharine,

Naquela altura, idos de 90, tinha como companhias, amigos que se juntavam, como o Chico Carneiro, Carolina, Olívia, Relma, Amanda (amiga, já em outro plano) depois mais alguns vinham e iam, e eu continuei tentando manter esse hábito, o mais que pude, com ou sem companhia.

 

DAS CAMINHADAS PARA AS AVENTURAS


Com o tempo, o Chico resolveu apostar numa "caminhada" mais longa e incrementada, fora de Maputo, num projeto ambicioso de subir o ponto mais alto de Moçambique, o Monte Binga, que faz parte da serra que separa Moçambique do Zimbabwe, no Planalto de Chimanimani, na Província de Manica, na região central do país. Isso se deu no ano de 2007, e a viagem aconteceu em Maio desse mesmo ano e durou 7 dias.

O Chico procurou envolver os amigos que achava que gostariam de participar nessa "Aventura", e assim nasceu o grupo "Moçambique Aventura", composto inicialmente do próprio Chico, eu, Caroline, Paulo Alexandre, Josias, Olívia, Gloria (Lolita), Cris, Luis Soeiro, Katarina e outros foram se juntando e, na altura que a "Aventura Rumo ao Binga" aconteceu, éramos 13 aventureiros que partiram daqui e curtiram uma bela aventura em terras moçambicanas.


Inicio da Aventura - Parada em Quissico - Zavala, Inhambane


Um dos inúmeros obstáculos.... na entrada da Reserva
Linda vista da serra de Chimanimane, com o Monte Binga entre eles
Paulo Alexandre, eufórico, em uma das paradas no trajeto de ida



Monte Binga ao fundo...
E lá vamos nós...

Nesta foto temos parte do grupo que compunha os "aventureiros", com a Gloria (Lolita) à frente, seguida do Josias e do "Zé", nosso companheiro querido que partiu desta vida, uns anos depois...
Ficou a lembrança dos seus conselhos, sempre bem humorados, das inumeras aventuras de que ja havia participado.
No fim da "fila" esta a Caroline (Carol), que também ja tinha alguma pratica de caminhadas e escaladas. Os demais, quase todos, éramos iniciantes :)

Nosso amigo Paulo, na comemoração do "feito" :)

Em uma das belas cachoeiras


Durante as paradas da longa viagem Maputo-Chimanimani,

À espera da reparação do carro, no longo trajeto da volta a Maputo


Foi, realmente, uma aventura e, para mim, única e inesquecível

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