O nosso 1º. ano por terras de Africa, estranhas e desconhecidas, apesar
da euforia por “estar estrangeiro”, sem compromisso e com vida folgada e bem
suprida, foi difícil e a adaptação foi se dando lentamente, agravada com a luta
contra doenças que foram aparecendo inesperadamente. A situação ainda piorava à
medida que percebíamos que nada sabíamos sobre os meios e locais de tratamento,
em meio a tanta carestia... E, quando ficávamos “muito” perdidos, dava logo a
vontade de pegar um avião e voltar correndo “pra casa”.
Foram doenças de todos os gêneros, desde grandes infecções, como a Hepatite não A e não B, que atingiu inicialmente o CH e depois a Natasha, problemas de pele (furúnculos, antraz...), longas infecções de ouvido e até uma apendicite, que resolveu atacar a Natasha, perto de completar os seus 11 anos. Eu já não aguentava tanta coisa, mas fomos ganhando experiencia, confiança e acho que, resistência também e ao fim do 1º. ano já nos considerávamos quase que diplomados!
Contudo, a adaptação continuava e, aos poucos fomos aprendendo a conhecer o local e o povo e, principalmente, a conhecer a nós mesmos, como família, na convivência diária com as filhas, coisa que pouco fazíamos antes, com aquela vida stressada e agitada no RJ. Tenho boas lembranças dessa altura e avalio ter sido esse, o maior “ganho” dessa aventura.



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